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11 de maio de 2021

A hora e a vez do Retrofit*

Marcos Fagundes

 

 

 

 

O conceito retrofit significa “colocar o antigo em forma” – do latim retro “movimentar-se para trás” e fit, do inglês, adaptação, ajuste -, termo, que inicialmente surgiu na Europa e depois migrou para os Estados Unidos, onde foi sendo implementado numa curva ascendente no mercado de construção civil com aplicação no processo de revitalização de edifícios. O objetivo do retrofit desde sempre é preservar o que há de bom na construção existente, adequá-la às exigências atuais e, ainda, estender a sua vida útil.

Da modernização das construções, o retrofit abrangeu outros setores e segmentos, como o de HVACR: mais do que uma simples reforma, ele envolve uma série de ações de modernização e readequação de instalações, conforme citado acima, sempre no sentido de tornar o sistema mais customizado e adaptado às atividades que são desenvolvidas a partir dele. No caso de uma instalação para Refrigeração Industrial, por exemplo, a necessidade surge não só quando uma instalação chega ao fim de sua vida útil, mas quando os custos de operação e manutenção se elevam consideravelmente e o sistema não oferece rendimento  conforme o estabelecido em projeto.

O momento do retrofit, então, é uma oportunidade de corrigir distorções que foram criadas e acumuladas ao longo do tempo de uso e de vida de uma instalação, além de atualizar o sistema existente de acordo com as normas atuais, objetiva a melhora do rendimento do sistema, redução de custos operacionais e de energia elétrica, bem como adequações a critérios de seguranças e, por que não citar, a valorização da planta?

Retrofit

Antes e depois de um Retrofit.

Escolhas – Mas, perguntarão alguns, implantar um novo sistema não é melhor do que “retrofitar” o antigo? A resposta é: Depende. Há casos e casos. Óbvio que se o sistema não tiver condições de passar por um up grade é claro que um novo sistema é o ideal e ponto. Não tem conversa. Mas há que se ter em mente que o retrofit está em outro foco: quando há um sistema em boas capacidades, mas operando na contramão do que se espera, aí, sim o retrofit é mais do que bem-vindo, é necessário. Mas para isso o primeiro passo é analisar as necessidades de um sistema, entre elas, a elaboração dos estudos preliminares de viabilidade técnica e econômica, a elaboração do projeto, a avaliação da relação custo-benefício, entre outros. Considerando, claro, a análise de um escopo geral do sistema para saber o quanto ele pode impactar diretamente no resultado final do produto e/ou serviço.

Sem estas informações, qualquer decisão por parte do responsável pelo empreendimento pode comprometer o resultado pretendido com o retrofit.

Como resultado de um trabalho inicial, o projetista ou o consultor tem a responsabilidade de orientar o usuário quanto aos pontos que devem ser observados, como substituição de equipamentos por outros energicamente mais eficientes, substituição de fluidos refrigerantes, viabilidade de reaproveitamento de partes e/ou componentes da instalação, custos envolvidos, economia prevista, bem como na orientação quanto ao impacto das obras e planejamento de suas etapas. Ou seja: a ação do retrofit é tão importante quanto dimensionar um novo projeto, por isso tem de ser realizado por profissionais experientes e que forneçam garantias de que o resultado será aquilo que foi alinhado entre as partes, advindo de uma análise minuciosa com viabilidade técnica.

A relação do sistema com o retrofit – Um sistema de refrigeração industrial totalmente em desalinho com as necessidades pode ser responsável por acréscimos de consumo de energia elétrica que podem variar de 20 a 30% – por vezes até mais -, portanto é imprescindível que um projeto de retrofit consista em intervenções técnicas que visam melhorar o consumo de energia. Além da atualização de equipamentos e instalações, que abrangem melhorias operacionais por meio da automação das rotinas de supervisão e gerenciamento predial. Os ganhos obtidos em cada caso variam de acordo com o grau de intervenção e os resultados são vistos além da economia de energia, mas, também, com a operação, manutenção e, principalmente, a segurança do sistema.
Um dos pontos que mais evoluíram em um retrofit de um sistema de refrigeração industrial foi a utilização de controles e dispositivos eletrônicos, proporcionando ganhos de eficiência e confiabilidade, principalmente na operação de chiller, bem como em  compressores e sala de maquinas, incluindo aí a gestão remota da manutenção, em que o sistema pode ser acompanhado por equipe técnica própria ou terceirizada, 24 horas durante os sete dias da semana.
Tão importante quanto o retrofit é a manutenção preventiva constante, pois a falta dela influencia diretamente no desempenho do equipamento e consequentemente na qualidade final do produto que está sendo refrigerado.

A conclusão é que quando bem planejado e executado, o retrofit diminui os custos de manutenção, aumentando a vida útil do sistema e/ou equipamento. Um bom projeto de retrofit sempre busca preservar as características do sistema, ao mesmo tempo em que insere novas características para tornar a rotina dentro da planta em questão mais fácil e confortável.

Confira por vídeo com é realizado a revitalização de uma unidade compressora através do Retrofit: https://youtu.be/GlkVObimCeI

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