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02 de April de 2026

Do resíduo ao recurso: o agro brasileiro acelera a geração de energia a partir de dejetos

 

Impulsionado pelo biogás, o setor agroindustrial transforma dejetos em energia renovável e fortalece sua posição na matriz energética nacional.

 

Durante décadas, os resíduos gerados pela produção agropecuária foram tratados apenas como um desafio ambiental. Hoje, esse cenário está mudando de forma consistente. O que antes representava custo, passivo e risco regulatório passa a ser reconhecido como ativo estratégico dentro de uma nova lógica produtiva: a da economia circular aplicada ao agro. O Brasil, uma das maiores potências agroindustriais do mundo, reúne condições únicas para liderar essa transformação. A alta concentração de produção animal, combinada à escala das agroindústrias, cria um ambiente favorável para o aproveitamento energético de dejetos por meio da biodigestão, da produção de biogás e da geração de energia renovável a partir de resíduos agropecuários.

Segundo a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), o Brasil possui potencial para produzir mais de 80 bilhões de metros cúbicos de biogás por ano. Esse volume reforça o papel do biogás no agronegócio, da transição energética e da ampliação da participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira.

A geração de energia a partir de resíduos orgânicos reduz emissões de metano — gás com elevado impacto no aquecimento global — e ao mesmo tempo cria novas fontes de receita para produtores e agroindústrias. A energia elétrica gerada pode ser utilizada internamente, comercializada ou convertida em biometano para uso veicular e industrial. Mais do que uma solução ambientalmente adequada, trata-se de uma estratégia de competitividade. O aproveitamento energético dos resíduos fortalece iniciativas de ESG no agronegócio, contribui para a descarbonização industrial e melhora os indicadores de sustentabilidade das empresas.

Há também um ganho estrutural. Ao transformar resíduos em energia, o agro amplia sua autonomia energética, reduz a dependência de fontes fósseis e cria um ciclo produtivo mais resiliente. O digestato resultante do processo ainda pode ser utilizado como biofertilizante, fechando o ciclo e reduzindo a necessidade de insumos químicos. Esse movimento indica uma mudança profunda de mentalidade. O produtor rural deixa de ser apenas fornecedor de alimentos e passa a atuar também como gerador de energia renovável. A agroindústria, por sua vez, amplia sua atuação dentro da matriz energética brasileira. Nesse contexto, integração tecnológica, eficiência operacional e segurança de processos tornam-se fatores críticos. O aproveitamento pleno do biogás exige conhecimento técnico, confiabilidade e visão sistêmica — elementos fundamentais para que o potencial se converta em resultado.

O avanço do biogás, do biometano e das tecnologias de biodigestão anaeróbica posiciona o agro brasileiro como protagonista na geração de energia renovável, ampliando sua competitividade e contribuindo para uma matriz energética mais sustentável e resiliente.

Acompanhar essa evolução faz parte da trajetória de empresas que atuam há décadas ao lado da agroindústria, conectando eficiência energética, confiabilidade operacional e visão de longo prazo. Inserida em um grupo global como a Mayekawa e com atuação consolidada no país por meio da Mayekawa do Brasil, a companhia segue alinhada às transformações que impulsionam um agro mais sustentável, competitivo e energeticamente inteligente.

A valorização dos resíduos deixou de ser apenas uma questão ambiental. Tornou-se decisão de negócio — e vetor de inovação.

 Por que o biogás é estratégico para o agro?

  1. Reduz custos operacionais
    A autoprodução de energia diminui a dependência da rede elétrica e de combustíveis fósseis.
  2. Gera nova fonte de receita
    A comercialização de energia elétrica ou biometano cria diversificação financeira.
  3. Mitiga emissões de gases de efeito estufa
    A captura do metano evita sua liberação direta na atmosfera.
  4. Fortalece o posicionamento ESG
    Atende exigências de investidores, mercados internacionais e políticas de descarbonização.
  5. Fecha o ciclo produtivo
    O digestato – nome técnico dado ao material que sobra após o processo de biodigestão -, pode ser utilizado como biofertilizante, reduzindo custos com insumos.
  6. Aumenta a competitividade internacional
    Cadeias globais valorizam fornecedores com baixa pegada de carbono e produção sustentável.

 

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